Monday, January 23, 2012
O golo do fim-de-semana
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Thursday, January 19, 2012
A maldição continua
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| Equipas e movimentações iniciais |
Com efeito, o Real pareceu menos apostado nas suas já famosas transições rápidas durante os primeiros 15 minutos, mostrando-se mais propenso a trocar a bola e, com isso, ganhar tempo para respirar. Não obstante, os contra-ataques mostravam-se venenosos e foi precisamente num contragolpe que Ronaldo enterrou o machado com os adeptos de Madrid e marcou aos catalães. Nessa jogada, o português aproveitou muito bem as costas de Dani Alves (sempre muito mais subido do que Abidal) e, no duelo individual com Piqué, levou a melhor. Pensou-se que seria desta feita que a equipa liderada por Mourinho mataria o borrego, especialmente porque o Barça permanecia bastante estático quando em posse (ao contrário do costume), com igualdade numérica a meio-campo e Messi pouco interventivo.
Com um triângulo muito pressionante no centro do terreno, a intenção do onze madridista passava claramente por abafar a organização de jogo blaugrana, objectivo que foi conseguido durante boa parte da primeira metade do encontro. Embora fossem notórias as instruções no sentido de Ronaldo e Benzema fecharem os seus flancos em organização defensiva, ambos demoravam eternidades a chegar às suas posições mais recuadas, o que deixava os dois laterais blancos constantemente desprotegidos, com Altintop (o improvisado lateral-direito) em particular destaque. Durante a primeira parte, esse factor foi menos notório, uma vez que a bola demorava a chegar a Iniesta, sempre brilhante a criar desequilíbrios ofensivos.
À medida que os minutos iam decorrendo, o Real Madrid foi cedendo a posse da bola cada vez mais rapidamente e recuando progressivamente, permitindo que o Barça se instalasse. Contudo, faltavam aos vistantes as habituais diagonais curtas de desmarcação nas costas da linha defensiva contrária, o que levava a que Xavi perdesse mais bolas do que o habitual.
A segunda parte começou com o golo do empate, inusitadamente resultante de um canto - algo pouco habitual na equipa de Guardiola. Contudo, mais importante do que o golo será a jogada que deu origem ao golo, a qual demonstrou a tendência que o jogo teria durante a etapa complementar. Mais uma vez (tal como tinha acontecido na partida para o campeonato), Guardiola foi capaz de promover adaptações durante o jogo às quais Mourinho demorou a responder. Tendo observado a falta de empenho defensivo de Benzema e a adaptação de Altintop, foi perceptível a inclinação do Barça para a esquerda, onde Iniesta se via constantemente em duelo individual com o turco.
O treinador português tentou reagir com a entrada de Özil e Callejón, passando para um 4x2x3x1, o que levou a que a equipa ficasse sem o controlo do meio-campo. Por conseguinte, o Barcelona tomou definitivamente conta do jogo e o segundo golo surgiu com naturalidade. Com Özil em campo, as tarefas defensivas do meio-campo sobravam apenas para Pepe e Xabi Alonso, que assim permitiram mais tempo a Messi sobre a bola, levando a que este tivesse todo o tempo do mundo para descobrir Abidal absolutamente livre no lado esquerdo - mais uma vez.
Em suma, em mais uma batalha táctica entre dois grandes mestres, o aniversariante Guardiola voltou a levar a melhor sobre Mourinho, não obstante a enésima tentativa do treinador setubalense de tentar encontrar o antídoto para a máquina de futebol catalã.
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Monday, January 16, 2012
5 pontos sobre o Sp. Braga - Sporting
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| Equipas e movimentações iniciais |
1 - Um número tão grande de alterações na equipa sportinguista (incluindo o habitual sistema em que a equipa joga) confundiu por completo os jogadores, permitindo que os bracarenses tomassem conta dos primeiros 20 minutos de jogo. Schaars e Elias mostraram ser uma dupla particularmente vulnerável no meio-campo, situação agravada com a particular concentração defensiva dos 4 jogadores mais adiantados.
2 - Hugo Viana tomou conta desses primeiros 20 minutos ao aparecer em zonas que não eram patrulhadas por ninguém. Embora a sua acção tenha sido limitada por Elias a partir desse momento, isso significou que o brasileiro foi igualmente anulado, perdendo-se o seu precioso contributo em termos ofensivos. Como se não fosse suficiente, ter-se-á visto ontem que nem Elias nem Schaars deverão ser responsáveis pela primeira fase de construção, dado o seu critério duvidoso nessa situação.
3 - Mossoró foi a peça fundamental para as transições do onze minhoto. Com Viana a servir sempre de farol para os seus colegas paraa saída da zona de pressão, Mossoró oferecia sempre uma linha de passe e a capacidade de descobrir os espaços mais vulneráveis da defensiva contrária, nomeadamente através das movimentações de Lima para os flancos. A vitória de ontem ficou seriamente em risco quando Leonardo Jardim retirou Mossoró e colocou na sua posição Hugo Viana. A partir desse momento, o Sporting de Braga nunca mais foi capaz de contra-atacar.
4 - Capel continua a demonstrar ser um jogador de características algo ultrapassadas, especialmente para um jogador tão novo. Com movimentos muito redutores, acaba por prender a equipa a uma velocidade que nem sempre é favorável para os interesses da sua própria equipa. Na direita, mostrou todas as suas limitações tácticas, ao mostrar-se incapaz de ocupar espaços interiores e criar superioridade numérica no centro e/ou abrir o flanco para a entrada do lateral.
5 - Tanto Domingos como Leonardo Jardim ostentam uma reputação assinalável na esfera dos treinadores nacionais. No entanto, foi estranho verificar análises discutíveis quer para o onze inicial, quer durante o próprio jogo. As dificuldades por que ambas as equipas passaram (o Sporting no início e o Braga a partir da saída de Mossoró) estão directamente relacionadas com as opções dos seus líderes.
Thursday, January 5, 2012
No aniversário do rei
Os últimos tempos habituaram-nos a não ficarmos surpreendidos quando vemos guarda-redes a marcar golos. No entanto, é menos usual vermos os últimos defensores a marcarem a mais de 100 metros da baliza advesrária.
PS: Curiosa a reacção de Tim Howard, o autor do golo, aparentemente pouco satisfeito por ter marcado um golo tão precioso para uma equipa necessitada de pontos - um bonito gesto de solidariedade, próprio de quem sabe aquilo por que o seu colega de profissão estará a passar naquele momento.
PS: Curiosa a reacção de Tim Howard, o autor do golo, aparentemente pouco satisfeito por ter marcado um golo tão precioso para uma equipa necessitada de pontos - um bonito gesto de solidariedade, próprio de quem sabe aquilo por que o seu colega de profissão estará a passar naquele momento.
Wednesday, December 21, 2011
Tudo a zeros
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| Equipas e movimentações iniciais |
No futebol - como em quase tudo o resto -, as evoluções tácticas ficam mais a dever à moda do momento do que a uma qualquer revolução intelectual ou filosófica. Como tal, foi curioso dois onzes dispostos exactamente da mesma forma, com o cada vez mais tradicional trio de centrais e dois laterais. Esta equivalência táctica significaria que a batalha táctica seria ganha pelo triunvirato de centrocampistas que apresentasse melhor movimentação ofensiva e maior capacidade de recolocação.
Não obstante disputar a partida no seu reduto, a equipa de Udine preferiu conceder a iniciativa do jogo ao adversário desde o primeiro momento, preferindo apostar no contra-ataque. Foi precisamente essa estratégia que provocou grandes calafrios, de início, pois Asamoah encostava muito ao flanco esquerdo - a única via de ataque da Udinese -, abrindo todo o centro do terreno, em grande parte graças à excelente exibição de Vidal, que, com 4 desarmes e 3 recuperações (cortesia de whoscored.com), foi o elemento mais interventivo na manobra defensiva da equipa. Após a recepção, a transição passava sempre pelos pés de Pirlo e por lançamentos longos para o flanco direito, aproveitando o posicionamento sempre suspeito de Basta e a velocidade de Estigarribia.
Na frente, Matri estava demasiado longe da baliza, obrigando-o a conduzir a bola durante demasiado tempo para as suas capacidades e a tomar decisões de desenvolvimento dos contra-ataques - claramente uma pecha no perfil deste avançado. Quanto a Di Natale, a grande esperança dos de Friuli, a sua exibição foi muito pobre, como o comprovam os 21 (!) toques durante todo o jogo, quase sempre sem qualquer consequência.
A segunda parte trouxe consigo uma Udinese mais ofensiva, ainda que de forma muito desorganizada. Com efeito, metade da equipa tentava pressionar mais à frente, ao passo que a outra metade preferia não abrir espaços nas costas, o que deixava enormes brechas para o trabalhador meio-campo da Juve. Com Basta apostado em pressionar sempre alto e a ser constantemente ultrapassado através de simples tabelas, a Vecchia Signora parecia sempre mais perto do golo, o que não viria a acontecer.
Em resumo, um jogo que prometia bastante, mas em que o medo de perder foi manifestamente superior à vontade de superar o adversário. Em Itália, mais do que em qualquer outro campeonato, sabe-se que 1 ponto é sempre melhor do que 0 e que o campeonato é muito longo.
Thursday, December 15, 2011
Em banho de humildade
Nos dias que correm, não é costume vermos grandes manifestações públicas de modéstia, seja em que área for. No futebol, em particular, dos melhores (ver o caso de Lampard ou Ballotelli) aos amadores (ver ou ouvir os jogadores em qualquer banco ou bancada de quase todos os clubes), todos se preocupam em demasia em pavonear as suas qualidades, ao invés de analisarem a questão de forma racional e em conversa com o treinador, por exemplo.
Contudo, eis que chega Roderick. De um defesa-central titularíssimo na selecção nacional de sub-20 que disputou a final do último campeonato do mundo e com contrato com um dos grandes de Portugal, esperar-se-ia que se pusesse em bicos de pés, reclamasse oportunidades e demonstrasse algum tipo de desagrado por ser emprestado mais uma vez pelo seu clube. Ao invés, eis as palavras de um homem de apenas 20 anos em entrevista ao Maisfutebol: "Se tinha lugar no plantel? Não, não tinha. A defesa é muito boa, com Luisão e Garay, dois excelentes jogadores. O Jardel agora também está a corresponder muito bem. Sei o potencial que posso ter, mas também sei o valor que tenho neste momento."
Contudo, eis que chega Roderick. De um defesa-central titularíssimo na selecção nacional de sub-20 que disputou a final do último campeonato do mundo e com contrato com um dos grandes de Portugal, esperar-se-ia que se pusesse em bicos de pés, reclamasse oportunidades e demonstrasse algum tipo de desagrado por ser emprestado mais uma vez pelo seu clube. Ao invés, eis as palavras de um homem de apenas 20 anos em entrevista ao Maisfutebol: "Se tinha lugar no plantel? Não, não tinha. A defesa é muito boa, com Luisão e Garay, dois excelentes jogadores. O Jardel agora também está a corresponder muito bem. Sei o potencial que posso ter, mas também sei o valor que tenho neste momento."
Sunday, December 11, 2011
A vitória de uma visão
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| Equipas e movimentações iniciais |
O tão aguardado (primeiro) clássico da época espanhola trouxe consigo tudo o que se esperava: golos, duelos tácticos, incerteza no resultado e um Real Madrid muito mais próximo do seu adversário. Sem Ricardo Carvalho, Mourinho foi forçado a desviar Sérgio Ramos para o centro da defesa e adaptar Fábio Coentrão ao lado direito. Do lado do Barcelona, nem Pedro nem Villa tiveram lugar no onze, dando lugar a Fàbregas e Aléxis Sánchez.
O jogo teve início de acordo com os sonhos mais optimistas da equipa madrilena: aos 21 segundos, já a bola estava dentro da baliza de Valdés, depois de um erro deste na colocação de bola com os pés, em grande parte graças à pressão que o Real fez (e viria a fazer) sempre que o guarda-redes se predispunha a movimentar a bola como jogador de campo adicional - tarefa fundamental para a organização ofensiva dos catalães.
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| Momento imediatamente anterior ao golo do Real Madrid |
Mostrando ter aprendido as diversas lições da época passada, Mourinho montou um esquema defensivo de pressão intensa, evitando o erro do primeiro clássico do ano transacto de dar demasiado espaço à primeira fase de construção de jogo ofensivo do adversário. Com efeito, Özil encarregava-se de marcar Busquets, ao passo que Xabi Alonso encostava em Xavi e Lass em Fàbregas ou Iniesta (os quais iam trocando regularmente de posição).
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| Organização defensiva do Real Madrid |
Com isso, o treinador dos blancos ocupava desde logo espaços fundamentais para a manobra do Barça, obrigando a que os médios baixassem para que a equipa saísse a jogar, deixando um enorme espaço entre a linha média e os três avançados. Como se pode ver pela imagem mais acima, o Barça vai tendo cada vez mais dificuldades em jogos mais importantes, pois os seus oponentes vão compreendendo o carácter fundamental de defender em bloco no corredor central. Com efeito, o onze catalão mostrou imensas dificuldades para impor o seu jogo durante a primeira meia-hora, dada a intensidade da pressão madridista, excepção feita ao remate de Messi aos 6', para uma grande defesa de Casillas.
Mostrando mais uma vez ter a lição bem estudada, a equipa da capital tirava enorme proveito dos cantos da equipa contrária (a qual, estranhamente, apostava em cantos longos), provando ser a equipa mais mortífera do momento em contra-ataque. Aliás, o contra-ataque do adversário poderá ter sido o factor que inibiu a habitual intensidade defensiva do Barcelona e costumeira pressão alta.
O jogo começou a inclinar-se a favor do Barça a partir dos 30', momento em que marcou o golo do empate, sem ainda ter justificado esse resultado. No entanto, Messi não se compadece com semelhantes racionalizações. Em mais uma das suas arrancadas (na primeira parte, não foram muitas, dado o excelente trabalho defensivo de Lass e Xabi Alonso), foi superior a 4 adversários e assistiu Aléxis Sánchez para uma diagonal curta e remate bem colocado. O astro argentino mostrava mais uma vez ser um jogador mais colectivo do que Ronaldo, sempre mais apostado em iniciativas individuais e menos dado a colaborar com os colegas para uma movimentação harmoniosa da equipa, acabando mesmo o jogo como o jogador com mais remates.
A partir de então, o jogo ficou mais equilibrado, o Real Madrid acusou o toque e pareceu reconhecer ali a primeira evidência da sua falibilidade. Por seu turno, os de Barcelona mostravam-se fiéis aos seus princípios, continuando a jogar com Valdés mesmo quando este era incomodado pelos oponentes, não obstante o primeiro golo.
A segunda parte trouxe consigo algo de diferente. A grande característica diferenciadora dos visionários é - muito mais do que a sua ideia supostamente luminosa - o trabalho anterior à sua colocação em prática. Guardiola revelou ao mundo, num dos jogos mais importantes da época, que o seu 3x4x3, tão criticado nos últimos tempos, era uma arma para os encontros fundamentais, e não apenas mais uma diatribe do técnico de Santpedor. Dessa forma, a defesa blaugrana ficou organizada com Piqué ao centro, Abidal na meia-esquerda e Puyol na meia-direita, com Dani Alves a avançar para uma posição de centrocampista.
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| Equipas e movimentações da segunda parte |
Com esta alteração aparentemente subtil, Guardiola mostrava-se capaz de admitir decisões menos felizes e dono de uma leitura de jogo invejável. Ao invés de assumir uma maior contenção defensiva, em particular no seu lado direito - massacrado pela inversão de papéis entre Benzema e Ronaldo -, o Barça apostou em aproveitar a enorme bolsa de espaço atrás de Ronaldo e a menor competência defensiva de Marcelo.
Foi assim sem surpresa que vimos um Barça mais fiel aos seus princípios, organizado sobre os seus princípios de jogo curto e apoiado, com maior dinâmica das desmarcações no centro do terreno. Com Messi descaído para a meia-direita com o intuito de sobrecarregar esse mesmo lado e abrir espaços para Dani Alves, o Real foi abrindo brechas, mostrando-se incapaz de fechar as linhas de passe, tal como tinha feito na primeira metade. O 1-2 foi um golo com uma boa dose de felicidade, mas resulta de algum cansaço evidenciado pelos madridistas de correr atrás da bola e de um desposicionamento colectivo.
Depois desse momento, os jogadores do Real Madrid baixaram a cabeça e, com isso, deixaram o meio-campo desprotegido, situação em que os comandados de Guardiola são exímios. A sua equipa passou a convergir toda ela para o meio - Xavi, Messi, Iniesta e Fàbregas -, sendo que Özil já não mostrava a mesma predisposição para defender e Lass não podia cobrir todos os centímetros do campo.
Aos 65', contra a corrente do jogo, Ronaldo falha aquilo que seria o golo do empate e, no minuto seguinte, o Barça dá a machadada final no encontro e no resultado. Iniesta consegue fugir à pressão de Coentrão ainda no seu meio-campo, abre para Messi (descaído para a meia-direita, mais uma vez), o qual entrega a Dani Alves para este cruzar para a cabeça de Fàbregas.
Há a retirar deste golo algumas ilações: com o Real inclinado para a frente na procura de um outro resultado, Messi depara-se com a ausência total de meio-campo e apenas três adversários pela sua frente - Pepe, Sérgio Ramos e Marcelo. Com Sánchez a ocupar os centrais, Dani Alves tem o seu correder livre e Coentrão, envolvido na disputa com Iniesta no início da jogada e sem protecção do seu meio-campo, chega atrasado à marcação de Fàbregas.
Em resumo, Mourinho mostrou que o seu Real está a uma distância muito menor do seu eterno rival, com uma equipa mais pressionante, madura e letal, mas Guardiola insiste em permanecer alguns passos à sua frente, revelando antídotos para os problemas que os seus adversários lhe vão lançando nos momentos mais importantes. O treinador português falou da falta de sorte, mas será forçado a admitir que haverá algo (embora não muito) a melhorar para lograr levar de vencida a sua némesis.
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