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Monday, January 5, 2009

2009 já chegou...

... e o futebol não mudou. Excepção feita à rima de má qualidade (involuntária, mas necessária), o futebol trouxe aquilo que sempre conhecemos até aqui: a famosa passagem de besta a bestial em menos de um fósforo. De um lado, João Eusébio, o agora ex-treinador do Rio Ave, que não resistiu à derrota em casa contra o Vitória de Guimarães. Na verdade, continuo sem compreender bem os dirigentes que despedem treinadores desta forma, aparentemente sem qualquer razão de ser. Tomando em consideração as limitações e objectivos do clube vilacondense, quais são ao certo os pecadilhos do treinador? Jogar de forma pouco atractiva? Sofrer até atingir a manutenção no principal campeonato português?

Um pouco mais abaixo, Quique Flores, vítima de apupos (juntamente com alguns jogadores, especialmente o eterno Binya). Na verdade, creio que Quique está neste momento a ser refém de si próprio. Mais concretamente, parece-me que o treinador benfiquista está a ser julgado à luz da ilusão que os adeptos benfiquistas já tinham criado de que dobrar o Natal em primeiro equivaleria a chegar em primeiro em Maio. Afinal, as dificuldades e a remodelação de que todos os dirigentes da Luz falavam eram apenas para desviar as atenções dos adversários... Ou seja, o aparente sucesso da equipa (embora pouco suportado por exibições convincentes) elevou Quique aos píncaros, apenas para lhe ser tirado o tapete quinze meros dias depois.

Saturday, November 29, 2008

O Benfica

Antes de mais uma ronda, tinha intenção de escrever um texto elogioso para com Quique Flores. Infelizmente, não me tem sobrado muito tempo para ver futebol, quanto mais comentá-lo. Seja como for, cheguei à conclusão de que este texto faz ainda mais sentido hoje, dois dias depois da pesada derrota do Benfica na Grécia (declaração de honestidade: não vi o jogo de quinta-feira e, como tal, posso não partilhar da revolta de muitos dos que puderam ver a suposta "tragédia" em directo).

Quique é um bom treinador. Mais, creio que é o treinador de que o Benfica precisa. Na verdade, creio que é o treinador (ou, pelo menos, um dos treinadores) de que Portugal precisava. É equilibrado no que diz, mostra-se sempre cortês, não perde as estribeiras, não se deita a lançar críticas aos árbitros, ao "sistema", à federação, à liga e a tudo o mais que esteja minimamente relacionado com o futebol quando perde. Pelo contrário. Assume sempre as suas responsabilidades e vai dando inúmeras pistas que vão permitindo vislumbrar para onde quer ir - tanto a nós, meros espectadores, como aos jogadores. Tinha aqui escrito, no início da época, que Quique tinha tudo para ser um dos melhores treinadores do Benfica, assim lhe dessem tempo. Pessoalmente, continuo a achar o mesmo, passados alguns meses. A equipa encarnada pode ainda não ter futebol suficiente para ombrear com os melhores da Europa, mas tem pelo menos algumas metas e objectivos definidos. E isso é sem dúvida um excelente ponto de partida.

Deixo apenas um ponto para reflexão: Alex Ferguson, por muitos considerado um dos melhores treinadores do mundo, não foi capaz de conquistar qualquer troféu durante os seus primeiros quatro anos. Até que ponto Ferguson não estaria no desemprego, se trabalhasse em Portugal? Se o Manchester United não tivesse tido paciência e a noção de que tinha feito a escolha acertada para um futuro mais alargado do que o mero resultado do fim-de-semana, os portugueses poderiam ter perdido a melhor versão de Cristiano Ronaldo.