Showing posts with label Juventus. Show all posts
Showing posts with label Juventus. Show all posts

Thursday, April 4, 2013

Quartos-de-final da Liga dos Campeões - os gráficos


As partidas desta semana a contar para os quartos-de-final da Liga dos Campeões ofereceram-nos grandes jogos, repletos de acção. São apresentados mais abaixo alguns gráficos interessantes sobre os encontros.

Mandzukic foi fundamental para a constante pressão do Bayern e a sua capacidade de trabalho é de realçar.

O Borussia de Dortmund apenas poderá queixar-se de si próprio por não ter conseguido conquistar a vitória.
Na segunda metade, os comandados de Jürgen Klopp foram mais incisivos na sua pressão e assumiram o controlo.

A pressão incessante do Bayern de Munique trouxe à tona as limitações técnicas de Barzagli, Bonucci e Chiellini.
Note-se como a maioria dos desarmes e roubos de bola não tiveram lugar na zona dos defesas-centrais.

David Beckham foi a surpresa que Carlo Ancelotti decidiu lançar frente ao Barcelona.
Embora não haja muito a apontar ao médio inglês, o seu contributo foi bastante limitado.

Zlatan Ibrahimovic fez um jogo discreto, de acordo com os seus padrões,
mas conseguiu ainda assim apontar um importante golo.


Tuesday, March 6, 2012

World Class Coaching

A análise da mais recente partida entre Milan e Juventus para o campeonato italiano está agora disponível no excelente blog World Class Coaching, no endereço http://www.worldclasscoaching.com/blog. Quaisquer comentários, sugestões ou críticas serão, como sempre, bem-vindos.

Wednesday, February 1, 2012

Udinese (almost) fails to show up

Starting lineups

Pundits (unlike myself) are often criticized for giving their opinions according to the result, and not according to what they think the game offers at that particular moment in time. The match that pit Juventus against Udinese was supposed to present two title contenders - but unfortunately only one of them showed up (for most of time, that is). In fact, the match seemed to go against what would be expected by most - myself included.

These two teams had met a little over a month ago, but this time Juve were without Pepe and Marchisio (replaced with Giaccherini and Quagliarella) and Udinese weren't able to call upon Asamoah and Pizni). Just like the match in December, Antonio Conte chose to mirror the system of Udinese, going with what can broadly be described as a 3x5x2, where as Francesco Guidolin had to reshuffle all of his midfield, which would prove decisive for the final outcome.

In the second minute, the bianconeri were already performing one of their trademark moves. If we compare the first clip with the first goal against Roma (second clip), we will be able to see several similarities. Even though the players finishing the moves are not starting out from the same position on the field, the principle is the same: a quick run on the weak side of the ball in order to take advantage of numerical inferiority or equality.





Udinese started out by assuming a clearly counter-attacking stance, keeping a low defensive line and choosing to be up in numbers. Pasquale's fielding on the left wing was surely intentional, since Guidolin will have wanted someone to mark Lichsteiner a bit closer. With Asamoah and Pinzi absent, Udinese found themselves with no out-ball and no one to act as a pivot, a role that Pinzi plays so well. This meant that, unlike the match in December, there was hardly anyone to take the ball up to Di Natale or Abdi, which in turn meant that Juve just kept on piling up the pressure. Armero, playing out of his natural position, tried to deputise as the exit man, but often seemed to forget that his job wasn't just motoring up the field.

As seen here, Udinese's midfield was constantly left exposed due to Armero's venturing forward.
It is still strange to notice, particularly in a league as tactically aware as the Italian, how much time Andrea Pirlo is allowed on the ball. He was able to dictate the tempo and re-start the moves after Udinese throwing the ball forward, in a desperate attempt to relieve the pressure. Actually, Abdi did not exert any sort of pressure upon Pirlo (even though he seemed to have tried at first), and he even started going backwards, possibly trying to help his porous midfield. Therefore, it was no surprise that he didn't make it back on the second half - his replacement, Floro Flores, was a bit more incisive.

When Juventus scored towards the end of the first half, there was some curiosity as to what their plan B would be, given that they had been so hesitant. Oddly enough, just when everyone Juve had the game in the bag (and so it seemed to yours truly), they suddenly dozed off and let Udinese back in the game with wayward passes that mostly Isla intercepted, using those interceptions to counter-attack. Di Natale shot for the first time on 52 minutes and, only two minutes later, Floro Flores scored. Even though the goal came apparently out of Juve's own mistakes, Udinese seemed to be right where they wanted. Feeling the game was getting out of hand, Conte replaced Quagliarella (such an improvement on that particular position, when compared to the out-of-place Pepe).

Once again, Udinese's goal meant nothing and they ended up conceding precisely when it seemed that Juventus would play into their hands. After that, it was one-way traffic and the team from Udine showed that they never wanted anything more than a draw.

I would just like to point out two issues. The first one has to do with Matri. Almost unnoticeably, he managed to have 50 touches (Di Natale had 27, as a reference), from which he mustered 3 key passes, 5 shots (3 of which on target) and 2 goals. It doesn't get much better than that for a forward. The second issue relates to Giaccherini. Not only is he an avid scorer (he scores 1 goal every 5 games, on average), but he also has a tendency to find spaces to run into, opening spaces for himself and others to score. Definitely a player on the rise.

Wednesday, December 21, 2011

Tudo a zeros

Equipas e movimentações iniciais
No encontro que opunha o segundo e terceiro classificados do campeonato italiano, esperava-se algo mais do que o cancelamento táctico mútuo. No entanto, a partida de hoje foi um dos melhores exemplos do motivo por que a maioria dos espectadores dá preferência à Premier League.

No futebol - como em quase tudo o resto -, as evoluções tácticas ficam mais a dever à moda do momento do que a uma qualquer revolução intelectual ou filosófica. Como tal, foi curioso dois onzes dispostos exactamente da mesma forma, com o cada vez mais tradicional trio de centrais e dois laterais. Esta equivalência táctica significaria que a batalha táctica seria ganha pelo triunvirato de centrocampistas que apresentasse melhor movimentação ofensiva e maior capacidade de recolocação.

Não obstante disputar a partida no seu reduto, a equipa de Udine preferiu conceder a iniciativa do jogo ao adversário desde o primeiro momento, preferindo apostar no contra-ataque. Foi precisamente essa estratégia que provocou grandes calafrios, de início, pois Asamoah encostava muito ao flanco esquerdo - a única via de ataque da Udinese -, abrindo todo o centro do terreno, em grande parte graças à excelente exibição de Vidal, que, com 4 desarmes e 3 recuperações (cortesia de whoscored.com), foi o elemento mais interventivo na manobra defensiva da equipa. Após a recepção, a transição passava sempre pelos pés de Pirlo e por lançamentos longos para o flanco direito, aproveitando o posicionamento sempre suspeito de Basta e a velocidade de Estigarribia.

Na frente, Matri estava demasiado longe da baliza, obrigando-o a conduzir a bola durante demasiado tempo para as suas capacidades e a tomar decisões de desenvolvimento dos contra-ataques - claramente uma pecha no perfil deste avançado. Quanto a Di Natale, a grande esperança dos de Friuli, a sua exibição foi muito pobre, como o comprovam os 21 (!) toques durante todo o jogo, quase sempre sem qualquer consequência.

A segunda parte trouxe consigo uma Udinese mais ofensiva, ainda que de forma muito desorganizada. Com efeito, metade da equipa tentava pressionar mais à frente, ao passo que a outra metade preferia não abrir espaços nas costas, o que deixava enormes brechas para o trabalhador meio-campo da Juve. Com Basta apostado em pressionar sempre alto e a ser constantemente ultrapassado através de simples tabelas, a Vecchia Signora parecia sempre mais perto do golo, o que não viria a acontecer.

Em resumo, um jogo que prometia bastante, mas em que o medo de perder foi manifestamente superior à vontade de superar o adversário. Em Itália, mais do que em qualquer outro campeonato, sabe-se que 1 ponto é sempre melhor do que 0 e que o campeonato é muito longo.

Wednesday, November 30, 2011

Nápoles ameaça, mas Juventus permanece invicta

Equipas e movimentações iniciais



































Num encontro que opunha as duas equipas italianas que melhor futebol praticam na actualidade, todas as promessas foram cumpridas. Um jogo vivo, intenso, pleno de nuances tácticas e com muitos golos. Embora tenha chegado ao intervalo com uma vantagem de dois golos, o onze napolitano não conseguiu segurar a vitória.

Enquanto admirador confesso das equipas montadas por Walter Mazzarri durante a sua estadia no Nápoles, nutro sempre alguma curiosidade sobre os duelos contra equipas mais poderosas e com sistemas tácticos mais convencionais. Como tal, esta era uma oportunidade a não perder. Contudo, o treinador da Vecchia Signora, Antonio Conte, não optou pelo seu habitual 4x4x2, mas sim por uma espécie de 4x3x3, com Pirlo no seu lugar de eleição, Pepe e Vidal à sua frente para fazerem o trabalho defensivo, Vucinic ligeiramente descaído na meia-direita do ataque, Estigarriglia na ala esquerda e Matri mais adiantado. Aparentemente, os de Turim tinham vantagem de 3x2 no meio-campo, uma zona onde o Nápoles apenas contava (no papel) com Gargano e Inler.

Com Chiellini nominalmente no lugar de lateral-esquerdo, a Juve atacava apenas pelo lado direito, através do excelente Lichsteiner, dando muitas vezes a ideia de ficar apenas com uma linha defensiva de três elementos, dado que Chiellini encostava aos defesas-centrais. Nos primeiros 20 minutos, os bianconeri tiveram o domínio (consentido) do jogo, em boa parte por intermédio do eterno Pirlo. No entanto, o treinador napolitano, conhecido pelos seus micro-ajustes entre e durante as partidas, mudou Pandev para a direita, Lavezzi para a esquerda e Hamsik para uma posição central mais recuada, qual número 10 - em boa medida para estancar a criatividade de Pirlo (ver imagem mais abaixo).

Nápoles em momento defensivo, criando superioridade numérica e anulando Pirlo
Com esse movimento defensivo e uma pressão alta nos pontapés de baliza (acção pouco habitual numa equipa dedicada de alma e coração ao contra-ataque), os pupilos de Mazzarri manietavam a equipa de Turim e obrigavam a bolas longas para Matri, às quais Pepe e Vidal chegavam invariavelmente atrasados. Por seu turno, ambos os interiores se mostravam renitentes em atacar o espaço entre as linhas média e defensiva do seu adversário - o que, aliado ao facto de a zona do ponta-de-lança ser apenas ocupada por um jogador à vez, permitia que um dos centrais ocupasse um lugar adicional no meio-campo e saísse na pressão sobre a bola.

Durante toda a primeira parte, a Juventus não pareceu minimamente interessada em pressionar alto, permitindo que o seu oponente saísse a jogar a seu bel-prazer. Dessa forma, a suposta superioridade numérica que teria no centro do terreno era anulada, especialmente pelas movimentações dos três jogadores mais avançados, não hesitando em recuar para criar linhas de passe e contornar o meio-campo da Juve.

Dessa forma, foi sem surpresa que o Nápoles chegou ao intervalo a vencer por dois golos. Contudo, a segunda parte trouxe uma Juve mais intensa e aguerrida, pressionando logo na primeira zona de construção. Para além disso, Pepe e Vidal pareceram finalmente ter autorização para subirem no terreno. Com efeito, 3 minutos depois, Vidal penetrou no espaço entre a defesa e o meio-campo, assistindo Matri para o 2-1 - tornando o jogo numa montanha-russa.

Com Chiellini finalmente a assumir-se como lateral esquerdo de pleno direito, o adiantamento de Vucinic, a pressão dos seus interiores e o Nápoles a ceder o domínio do jogo, a Juve partiu para cima do adversário, já sem pernasos últimos 20 minutos de intensa pressão da equipa do norte de Itália (devido à intensa sucessão de jogos importantes). Exercendo pressão sobre a primeira fase de construção, os bianconeri abriram brechas na muralha defensiva, brechas essas aproveitadas tanto por Pepe como Vidal.

Em resumo, assistiu-se a um jogo atípico para o campeonato italiano (salvo o resultado, claro está), em que pudemos ver tudo aquilo por que esta liga é conhecida: constantes ajustes tácticos dos treinadores, qual jogo de xadrez. A primeira parte foi de clara vitória estratégica do Nápoles, mas a Juve soube corrigir as suas lacunas ao intervalo e, com isso, permanecer invicta.