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Monday, June 25, 2012

A defesa do Europeu


Há coisas no futebol que dispensam palavras. Aqui fica a monumental defesa de Gianluigi Buffon contra a Inglaterra.

Monday, June 11, 2012

A solução para o tiki-taka?


Equipas e movimentações iniciais


Espanha e Itália não poderiam ter oferecido um jogo melhor para uma tarde de Domingo de futebol. Recheado de grandes jogadores, nuances tácticas e bons golos, a partida foi um regalo para a vista. Fomos inclusivamente presenteados com uma batalha táctica vista com pouca frequência - a Espanha com um falso ponta-de-lança contra uma Itália com uma defesa a três - que pôs muitos a pensar se estaríamos a assistir ao nascimento do antídoto para o tiki-taka.

Posicionamento defensivo da Itália:
três centrais (amarelo), três médios (laranja) e dois médios-ala.
A Espanha optou por um sistema sem ponta-de-lança fixo.

1. A defesa italiana. Com De Rossi a actuar por trás de Chiellini e Bonucci, havia alguma curiosidade sobre o que os três defesas-centrais fariam sem bola, uma vez que era provável que não tivessem ninguém para marcar directamente. Na verdade, com Fàbregas libertando muitas vezes a zona do ponta-de-lança para as penetrações de Silva e Iniesta, poderia presumir-se que a defesa a três seria questionável. Contudo, a defesa italiana rubricou uma excelente exibição ao fazer três coisas:

  • Quando a bola rodava das alas para o centro e havia a possibilidade de um passe de ruptura, De Rossi avançava para tentar fechar a linha de passe - devidamente respaldado por Chiellini e Bonucci (para além de um dos médios-ala).
  • Ao dispor de uma defesa a três, a Itália estava  protegida contra bolas por cima ou passes de ruptura (a especialidade e grande trunfo da Espanha).


Mesmo com Navas (amarelo) a tentar esticar o jogo, o médio-ala podia proteger o exterior
e o defesa-central desse lado fornecia a cobertura sem desequilibrar a defesa.
Giaccherini (o médio-ala) acompanha o extremo espanhol (seta amarela).
Chiellini protege o interior e fecha a linha de passe (seta verde).

  • Após a perda da bola, um dos defesas-centrais da Itália podia dar-se ao luxo de subir no terreno para parar as transições rápidas da Espanha.
2. A defesa espanhola. A Espanha não pareceu igual a si mesma - por motivos estratégicos ou por fadiga. Com uma equipa dividida entre jogadores do Barcelona e do Real Madrid, o aspecto defensivo pareceu algo confuso. A Espanha tem por hábito recuperar a bola rapidamente, descansando em seguida com a bola em seu poder. A linha defensiva pareceu algo receosa de subir e diminuir o espaço entre sectores e foi evidente que Busquets, Xavi e Xabi Alonso não tinham a energia necessária para tal. Para além disso, o 3x5x2 da Itália significava que os seus médios-ala eram marcados pelos laterais espanhóis, e não pelos extremos - subitamente, os três médios espanhóis tinham de dividir as atenções.

Sem extremos ou avançados rápidos, as transições espanholas eram frequentemente travadas, especialmente porque nem Xavi nem Xabi Alonso têm perfil para constantes correrias. Sem pressão alta, a Espanha tornou-se previsível após a recuperação da bola.

3. O ataque italiano. A fase ofensiva italiana apresentou inúmeros aspectos interessantes. Por exemplo, o sistema de Cesare Prandelli poderia dar lugar a uma equipa partida, com os dois avançados desligados do resto da equipa. Pelo contrário, Maggio e Giaccherini (actuando como médio-ala esquerdo) ofereceram caminhos óbvios para sair a jogar com a bola controlada e tiveram liberdade para avançar a seu bel-prazer. Ainda mais importante foi o trabalho de Balotelli e Cassano (especialmente deste último) ao ligar os dois momentos do jogo italiano recuando para receber a bola ou explorando as costas dos laterais espanhóis (ocupados com os médios-ala italianos).

A outra questão relevante foi a forma como os transalpinos contornaram a equipa castelhana. A resposta mais provável passaria por Pirlo, na sua habitual função de regista recuado. Ao invés, foi De Rossi (a partir da sua posição de líbero) que orquestrou a maioria dos ataques, rodou a bola e ditou o ritmo de jogo. O médio da Roma foi o segundo jogador italiano com mais toques na bola (68 contra os 49 de Pirlo), fez o maior número de passes e registou o maior número de bolas longas (13 contra as 9 de Pirlo) - tudo isso com uma precisão de passe de 85% (todas as estatísticas extraídas de whoscored.com).

4. O ataque espanhol. A Espanha entrou neste Campeonato Europeu de forma muito semelhante ao Campeonato do Mundo de 2010. Ao tentar manter a equipa o mais feliz possível e incluir muitos dos centrocampistas (Silva, Iniesta, Fàbregas, Xavi Alonso e Xavi), Vicente Del Bosque cometeu o mesmo erro do primeiro encontro na África do Sul, contra a Suíça. Uma vez mais, Silva e Iniesta demonstraram a tendência natural para flectir para o centro e Fàbregas não foi particularmente eficaz na sua posição de falso ponta-de-lança, em parte devido à ausência de Messi ou Aléxis Sánchez para as penetrações no espaço libertado pelo médio espanhol.

A Espanha não contou com qualquer referência atacante.
Neste caso, apenas Iniesta tenta desequilibrar a defesa italiana.

Sem Pedro Rodríguez, David Villa ou Jesus Navas nas alas e sem um ponta-de-lança a fazer diagonais curtas nas costas da defesa, o meio-campo estava repleto de jogadores italianos e Buffon teve uma tarde quase descansada, não fosse o golo da Roja

A Espanha insistiu em jogar pelo centro, desta feita sem ninguém para fazer as diagonais
ao encontro dos passes de Xavi ou Alonso.



Como se tal não fosse suficiente, a ausência de Puyol obriga a que Sérgio Ramos actue como defesa-central, deixando de contribuir com as suas arrancadas. Arbeloa não é um jogador com essas características e Jordi Alba foi mais discreto do que o esperado, agravando a situação espanhola. O golo de Fàbregas foi possivelmente o único momento em que a defesa italiana não foi suficientemente rápida a efectuar os reajustes necessários - sublinhando a importância da penetração do lado fraco (contrário ao da bola).

Iniesta (amarelo) passa para Silva e movimenta-se para a ala, arrastando o seu marcador.
No lado contrário, Fàbregas (azul) ataca a zona da grande área.
O posicionamento de Giaccherini (laranja) é deficiente, demasiado aberto para fornecer cobertura.
Com De Rossi obrigado a ir ao encontro de Silva,
a cobertura defensiva de Giaccherini vai tarde. 

Torres acabou por entrar para o lugar de Fàbregas e, tal como no Mundial, David Silva foi novamente sacrificado em nome de uma maior largura de jogo. Irá Del Bosque sujeitá-lo a situação idêntica e deixá-lo no banco para o próximo jogo? Irá Torres (ou Llorente) ser titular em detrimento de Xabi Alonso, por exemplo (o papel de Fàbregas é frequentemente menosprezado, mas as suas movimentações verticais vindo de trás semeiam o caos devido à sua imprevisibilidade)?

Em resumo, assistimos a um jogo fantástico que nos deixou à espera dos próximos desenvolvimentos desta competição. Irá o Europeu servir de cenário para uma (mini-)revolução táctica e irá De Rossi revolucionar a posição de líbero - seguindo as pegadas de Beckenbauer ou Matthäus? Estaremos perante o fim do tiki-taka?

Thursday, July 3, 2008

Os altos e baixos do Euro 2008

Em jeito de balanço, gostaria de destacar três pontos altos e três aspectos menos positivos do Euro que findou no último Domingo. Com efeito, creio que existirá uma unanimidade relativamente à boa qualidade do futebol praticado, competitivade do torneio e vencedor inesperado, dado o seu historial. Não obstante, nem só de coisas boas se fez este Europeu. Comecemos então pelas questões menos positivas:

  • Grécia. Teria sempre de se esperar muito mais dos campeões europeus em 2004. Creio que Otto Rehagel não foi lesto a retirar as devidas ilações do apuramento para o Mundial de 2006. O futebol que lhe permitiu levar de vencida o campeonato organizado em Portugal foi perdendo os seus encantos e necessitava de evoluir. Ao recusar fazê-lo, Rehagel acabou por cavar um buraco na areia para si e para os seus jogadores. Grande parte das selecções sabia perfeitamente o que fazer para vencer a Grécia. Notou-se.
  • França e Itália. Pessoalmente, creio que a desilusão francesa é incomparavelmente maior, uma vez que parece decididamente uma embarcação completamente à deriva, sem rumo nem timoneiro. Quanto à Itália, apesar dos meus progonósticos, acabou eliminada nos penalties às mãos dos futuros campeões europeus, revelando falta de eficácia tanto a atacar como a defender e a ausência de desequilibradores para além de Pirlo.
  • A estrutura da competição. Muito já se falou, antes do Europeu, sobre a esquematização do mesmo. Emparelhar dois grupos até à final poderia ter-se relevado complicado, causando repetições de jogos de duas partidas após o final dessa fase. Creio que não haveria essa necessidade.

Em relação aos pontos altos, havendo muitos a destacar, gostaria de realçar três, começando pelo óbvio:

  • Espanha. Boa organização de jogo, boa forma de encapotar as falhas da sua própria equipa, um guarda-redes que não comprometeu e dois avançados muito bons (embora Torres tenha estado um pouco aquém das suas prestações em Inglaterra, o que nos poderia levar para a questão da qualidade dos defesas em terras de Sua Majestade). Xavi e Marcos Senna foram duas peças fundamentais, mas convém não esquecer Fabregas, Iniesta ou Villa.
  • Alemanha. Terceiro lugar no último mundial e finalista vencida no último Europeu. Se levarmos em conta as prestações anteriores a essas competições, poderemos ver que a Mannschaft foi capaz de dar a volta a uma tendência negativa que se vinha desenhando há alguns anos a esta parte, provando que uma boa mentalidade e eficiência são capazes de disfarçar falhas aparantemente muito importantes.
  • Turquia. Bem sei que, quando se fala na equipa de Ancara, se fala especialmente do seu "coração", fazendo referência à sua capacidade de luta. No entanto, por mais importante que seja, os turcos demonstraram algo mais do que isso - boa qualidade de jogo, boas movimentações, excelente leitura do jogo adversário e uma invulgar capacidade de sofrimento e entreajuda. Ao contrário do que o próprio afirmara anteriormente, o seleccionador Fatih Terim continuará até 2012.

Wednesday, June 18, 2008

A Europa às voltas

A segunda semana do Europeu já vai a meio e já há equipas inteiras a fazerem as malas para voltarem a casa, mais ou menos vergadas ao peso da derrota. Portugal conseguiu, como já se sabia, passar aos quartos-de-final, jogando contra a Alemanha, conforme se previa.

Começando pelo tema que tanto deixou os portugueses irritados, creio que Scolari fez o que tinha a fazer. Os seus actos viriam a virar-se contra si num futuro próximo, fosse como fosse (a menos que vença o Europeu), e, como tal, optou por "viver e morrer" pela sua cabeça. Rodou a equipa, premiou os habituais suplentes com 90 minutos de jogo, dando-lhes ritmo e passando uma mensagem de confiança. Infelizmente, a derrota veio a acontecer, mas não creio que venha a ser tão dramática quanto isso. O apuramento e o primeiro lugar do grupo estavam garantidos: que mal poderia fazer uma derrota, inclusivamente?

A Suíça demonstrou um outro aspecto que me parece importante e que já foi demonstrado não raramente por Scolari: por vezes, parece não compreender que substituir 8 jogadores por outros 8 jogadores para as mesmas posições nunca dá o mesmo resultado, pois os equilíbrios, movimentações (com e sem bola) são completamente diferentes. Espero sinceramente que o seleccionador tenha compreendido que Meira nunca pode ser trinco a menos que seja para defender o resultado, que Miguel está absolutamente fora de forma, que Quaresma é o que é e que Miguel Veloso não pode jogar na posição 8. Mas isso sou eu.

De resto, a grande notícia surgiu ontem - a França foi eliminada do Europeu. Creio que não haveria muita gente a prever este final, mas foi efectivamente o que aconteceu. Pessoalmente, penso que foi mais do que justo. A França pareceu sempre uma equipa sem ideias, sem forma de marcar golos ou dominar qualquer jogo (embora tivesse bons momentos contra a Holanda), demonstrando que Domenech é um treinador falho de ideias e que nem sempre rodear-se dos mesmos veteranos dá bons resultados. Uma vez não é vez, como costuma dizer-se. Caneco, até Humberto Coelho chegou à meia-final de um Europeu! A Itália demonstrou alguns pontos fortes, como sempre, mas mais algumas fraquezas do que seria de esperar. Seja como for, jogar contra a Espanha sem Pirlo e Gattuso vai ser uma tarefa extremamente complicada, porque não há ninguém com características semelhantes ao génio do AC Milan. A ver vamos que solução apresenta Donadoni.

Quanto ao jogo de amanhã de Portugal frente à Alemanha, terei de discordar de Big Phil (para nos irmos habituando alcunha colocada pelos ingleses), pois, pelo que vi até agora, a Alemanha está longe de me parecer uma selecção imbatível, quanto mais a melhor selecção do Europeu. Fritz é lento e não desequilibra ofensivamente (embora seja um bom equilíbrio para Lahm), Jansen é o elo mais fraco da equipa, enquanto que os dois pontas-de-lança (sendo Klose o melhor deles, de longe) retiram alguma profundidade aos flancos da equipa. Se a Alemanha jogar da mesma forma contra Portugal, apenas com Ballack e Frings a fazerem o trabalho de sapa, creio que Portugal vai ter a tarefa facilitada para controlar o jogo, graças às boas acções de Petit, Moutinho e Deco. Creio que Portugal tem tudo para ganhar o jogo, até porque Podolski terá a opção de ficar nos terrenos de Bosingwa ou imiscuir-se nos de Ricardo Carvalho, Pepe e Petit. Vamos lá ver o que faz a suposta melhor equipa do Europeu. Cá estaremos para falar disso!

Thursday, June 12, 2008

Os pontos fora das contas

A primeira semana do Europeu não acabou, bem o sei, mas penso que está na altura de tecer algumas considerações extra-Selecção nacional. Gostaria de ressalvar alguns pontos positivos e um ou outro negativo, com algumas previsões pelo meio.

1) Itália. É indiscutível que a Itália foi para muita gente a surpresa (pela negativa) do Europeu, até agora, ao sofrer três golos sem resposta de uma Holanda em quem não parecia haver muita a gente disposta a apostar. Pois bem, pessoalmente, e sem tirar qualquer brilho à exibição da Holanda, continuo a achar, mesmo depois de todas as análises de crise do futebol italiano, da culpa do treinador e do catenaccio, que os transalpinos não jogaram assim tão mal quanto se diz e pensa, embora se tenham colocado numa posição difícil num grupo extremamente complicado. A Itália continua a ter uma estrutura muito forte (apesar de a sua defesa ter dado alguns sinais de instabilidade), com um meio-campo muito bom - Pirlo faz as delícias de qualquer um, jogando como 10 a partir da posição de "trinco", sempre bem resguardado por Ambrosini à esquerda e Gattuso à direita -, um ponta-de-lança que aguenta tudo e todos para distribuir jogo e marcar o seu golo de quando em vez e um Di Natale muito veloz e inteligente. A única pecha parece-me ser mesmo Camoranesi, sempre indeciso entre jogar "à Itália" e "à Juventus". Para mim, a Itália está longe de ter feito o último jogo do seu Europeu.

2) Holanda. Um jogo muito bom, sem dúvida, de uma equipa muito mais equilibrada do que o costume, em parte devido à experiência de homens como Ooijer ou Bronckhorst e ao duo de centro-campistas batalhadores que guardam as costas de um Sneijder sempre fantástico e de um van Nistelrooy sedento de golos, ao que parece. No entanto, a Holanda tem raramente o condão de ofuscar ao início para se desvancer quando verdadeiramente importa. Creio que esta equipa tem bom potencial e alcançou uma excelente vitória frente à Itália, mas já não vai poder ter o estatuto de "dark horse" na segunda jornada.

3) Espanha. Uma boa vitória. É indiscutível que foi frente a uma equipa russa com muito poucos argumentos, ao contrário do que seria de esperar, mas quantos vacilam frente a adversários teoricamente mais fáceis (a própria Espanha que o diga). Espanha tem neste momento duas coisas que raramente teve: dois pontas-de-lança muito bons, que se completam de forma quase absoluta (Villa é para mim um dos avançados mais subvalorizados) e um meio-campo com excelente conhecimento de andamentos de jogo composto por Xavi, Iniesta, Xabi Alonso e Marcos Senna. A defesa parece-me lenta e algo exposta, especialmente quando sujeita a pressão alta. A ver vamos se Aragonés ainda vai a tempo.

4) Rússia e Turquia. Pessoalmente, duas das maiores desilusões. Quanto à Suíça e Áustria, creio que não se podia esperar algo de muito diferente de equipas do segundo/terceiro escalão do futebol mundial. Não estava à espera que tanto Russia como Turquia vencesse o Europeu, mas imaginei que tanto uma como outra selecção fosse conseguir impor algum do seu futebol e causar um ou outro incómodo. Pode ser que ainda vão a tempo, mas os sinais apresentados não deixam antever grandes surpresas..

Posto isto, gostaria apenas de fazer referência a alguns jogadores que se revelaram ou confirmaram o seu estatuto:
  • Deco - Agastado com as constantes dúvidas em torno da sua atitude e do seu futebol e respaldado no facto de não ter feito demasiado jogos, ameaçou isto desde que chegou à concentração: perfeito domínio dos tempos de jogo, passes de risco de longa distância capazes de fazer tremer as basculações das equipas adversárias, sem medo do jogo. O Deco de antigamente.
  • Moutinho - Conforme já expresso noutro ponto deste blogue, impecável a defender, sempre disponível para atacar, não vira a cara à luta e tem sido uma boa parte do segredo desta Selecção.
  • Sneijder - Impressionante, este holandês. Inteligente, rápido, excelente primeiro toque e reacção, só tem a melhorar.
  • Pirlo e Zambrotta - Apesar de derrotados, creio que merecem um destaque positivo. Pirlo correu a tudo, nunca deixou de pedir bola e tentar organizar jogo, apesar de o jogo nem lhe ter corrido de feição. O todo-o-terreno das laterais Zambrotta acaba o jogo como começou: sempre fresco, pronto a apoiar ataque e defesa, como se estivesse a ouvir música no seu iPod.
  • Villa - Diagonais impressionantes, óptima capacidade física, sempre disposto a arriscar e a fazer os movimentos necessários para se libertar a si ou ao seu companheiro de ataque, Fernando Torres. Muito bom, mesmo.

E ainda nem acabou a primeira semana...