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Monday, July 4, 2011

O outro lado do jogo

Muitas das vezes, detemo-nos apenas com aquilo que o futebol nos oferece de mais imediato - os golos, as defesas, os carrinhos, entre outros. No entanto, especialmente tomando em consideração as diversas competições internacionais para os escalões mais jovens em curso ou prestes a ter início, seria porventura importante debruçarmo-nos sobre o que acontece aos que não conseguem ser transferidos para paisagens mais verdejantes.

Um desses exemplos é abordado na edição de hoje de O JOGO, conforme segue mais abaixo (a identidade do clube não é de todo importante, no caso em questão).


Benfica "fez" vida negra a avançado argentino

Valentín Viola, avançado argentino de 19 anos, viu a sua carreira sofrer um revés a partir do momento em que o Benfica se interessou pela sua contratação. Segundo o diário "Olé", o clube da Luz sondou o Racing Avellaneda (de onde saiu Fernández) pelo jogador, com o emblema do país das pampas a pedir cerca de 1,7 milhões de euros. As águias desistiram e a partir daí tudo se complicou para Viola. O avançado, formado no Racing Avellaneda, exigiu um aumento salarial, o que foi recusado, e ficou agora a saber que não fará parte das opções para a próxima época.


Estaremos dispostos a não olhar a meios à procura de novos Messis?

Friday, September 4, 2009

Da ganância


O Chelsea foi ontem multado em 910 mil euros e condenado à proibição de inscrição de novos jogadores durantes os próximos 18 meses por ter aliciado Gael Kakuta, um jogador que, na altura, tinha menos de 16 anos - acto proibido de acordo com a regulamentação em vigor. Pessoalmente, esta decisão parece-me extremamente acertada, pois creio ser a única forma de impedir que os clubes de maiores dimensões arrebanhem os jovens mais promissores de outros clubes e países, sem grandes preocupações com o seu desenvolvimento enquanto pessoas ou enquadramento social, algo absolutamente necessário quando falamos de jogadores cuja formação (a todos os níveis) está longe de estar concluída.

Esta questão aborda também um lado comercial, de negócio: a FIFA, a UEFA, as federações e os governos não podem realçar constantemente a importância da formação no desporto (e no futebol em particular) e manter simultaneamente leis que favorecem a contratação quase sem despesas de jovens jogadores, fazendo com que os clubes deixem de promover a formação de desportistas por lhes verem ser subtraídos os seus melhores jogadores mediante uma compensação completamente desajustada. Desse modo, a formação deixa de ser uma aposta para passar a ser uma despesa. Porquê continuar a gastar dinheiro a formar jogadores quando se pode simplesmente ir buscar outros jogadores por bagatelas? De quantos mais exemplos de experiências falhadas deste tipo necessitarão os órgãos responsáveis? Quantos mais jovens com futuros comprometidos na vã esperança de serem o próximo Messi ou Ronaldo serão precisos?