Showing posts with label Arsenal. Show all posts
Showing posts with label Arsenal. Show all posts

Friday, January 18, 2013

Uma simples questão




Como é possível que um lançamento lateral a nosso favor termine como jogada de golo na nossa própria baliza?

Tuesday, August 30, 2011

"O que é de mais é erro"

Arsène Wenger será muito provavelmente um dos alvos preferidos de todos quantos comentem o desporto-rei, de forma mais ou menos séria. Com efeito, procurei nos catrapaços deste mesmo blog o que já havia sido escrito sobre o professor francês e deparei-me com estes dois artigos: "Quando uma boa decisão se transforma num erro" e "O princípio da demência II". Se este último poderá ser suspeito por se tratar de um texto deste mesmo ano, o primeiro artigo refere-se a 2009, pasme-se! Ressalvo apenas um par de frases que me deixaram estarrecido ao ver a data da publicação: "Sim, o mister francês granjeou uma reputação de descobrir jovens talentos, mas a equipa londrina parece sempre um onze desgarrado, ainda e sempre sem maturidade táctica e mental para vingar nos momentos decisivos." e "Quando é que este Arsenal deixa de ser uma equipa em constante evolução - especialmente quando está longe de estar coarctada em termos orçamentais".


Vem isto a propósito da mais recente (e copiosa) derrota do Arsenal às mãos do Manchester United. Na verdade, os oito golos sofridos podem até ser considerados uma espécie de benção, dados os inúmeros lances de perigo iminente criados pela equipa de Alex Ferguson. A desculpa de Wenger (de que a sua equipa é constituída por jovens, que necessitam de tempo para despontar), não colhe, pura e simplesmente - especialmente quando, no outro lado, estava uma equipa exactamente com a mesma média de idades que, uma semana antes, tinha aplicado "chapa três" ao Tottenham, uma outra equipa de Londres.

Sendo o primeiro a criticar o extremo do caso de Portugal, onde se despedem treinadores em Agosto (vide o caso de Manuel Machado), não posso deixar de ficar boquiaberto ao ver épocas consecutivas de desculpas esfarrapadas, objectivos falhados e um desfiar de contratações que raramente vêm a materializar-se nas perspectivas que Wenger promete.

Monday, May 2, 2011

Bipolaridade (ou como o contexto altera as decisões)

O último texto deste blogue tinha versado sobre a lição táctica que Sir Alex Ferguson, treinador do Manchester United, tinha ministrado ao seu adversário da Liga dos Campeões. Pois bem, parece haver algo na turfa inglesa que leva os treinadores a não tomarem as opções mais lógicas e racionais em jogos da Premier League, optando ao invés por decisões apenas compreensíveis segundos os cânones ingleses.

Num jogo que opunha Arsenal e Manchester United e que era decisivo para as contas do campeonato, a equipa de Ferguson optou - como costuma fazer contra este adversário - por ceder a posse de bola e explorar o contra-ataque. No entanto, a estratégia não parecia estar a funcionar e a equipa de Wenger não parecia disposta a abdicar da vitória.

Raras são as vezes em que o resultado de uma substituição é tão notório. Num onze que incluía já Ji Sung Park, Nani, Rooney e Hernández como opções atacantes (num 4-4-1-1 bem definido), o treinador escocês optou por desfazer a dupla Anderson-Carrick no meio-campo, substituindo o médio brasileiro por Valencia (outro atacante), trazendo Park para o centro do campo, onde o sul-coreano nunca teve qualquer rotina. Na jogada imediatamente a seguir, Park não fechou o seu espaço, como Anderson, vinha fazendo até então, e o seu opositor directo entrou na área e marcou calmamente o golo da vantagem dos londrinos.

O que se viu no resto do jogo deixou ainda mais perplexos quaisquer amantes do futebol que não tenham passaporte inglês. A perder, o manager do United optou por tirar o único médio que tinha para fazer entrar - pasme-se - Michael Owen. Como resultado, o onze de Manchester perdeu de vez o controlo do jogo e, por seu turno, o Arsenal fez o que melhor sabe: manter a posse de bola sem qualquer objectivo final.

Tuesday, March 22, 2011

O princípio da demência II

Todos os anos dou por mim a pensar se não estarei a ler notícias recessas da imprensa britânica, de uma qualquer época anterior. Pois bem, todos os anos, lá por volta de Setembro, todos quantos gostamos de futebol somos confrontados com o futebol da melhor equipa da Europa do momento: o Arsenal, invariavelmente. Por volta dessa altura, verificam-se sempre goleadas à moda antiga (não raramente infligidas a equipas portuguesas), sendo também é nessa altura que vemos a imprensa britânica confirmar que essa será a temporada em que Arséne Wenger prova em definitivo ter razão quando diz, ano após ano, que a sua equipa é jovem e apenas necessita de tempo.

Contudo, não é menos verdade que, todos os anos, vemos o Arsenal debater-se constantemente com lesões dos seus jogadores mais importantes, referir a importância do ano seguinte, confrontar-se com exibições paupérrimas de jogadores que Wenger jura serem os melhores do mundo, atribuir todas as culpas a árbitros, associações e demais, e ser invariavelmente eliminado de todas as competições em que está envolvido, numa seca de troféus que já dura desde 2004. Este ano não foi excepção. Em pouco mais de 2 semanas, a equipa de Wenger perdeu na final da Taça da Liga com o Birmingham, deitando por terra o argumento de que ainda estaria envolvida em todas as competições, e foi eliminada pelo Barcelona sem ter efectuado um único remate à baliza (embora Wenger prefira perder muito mais tempo com a expulsão de van Persie, naturalmente).

Pois bem, este fim-de-semana não foi excepção e, na última competição que lhe resta, a equipa do norte de Londres empatou com o West Bromwich, depois de estar a perder por duas bolas, dando razão a todos quantos afirmar tratar-se de uma equipa sem nervo nos momentos decisivos. Para quem não acreditar, aqui fica mais um desses momentos.