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Wednesday, March 16, 2011

O outro lado de uma mesma moeda

Wednesday, January 26, 2011

Uma incompetência gritante


As questiúnculas da arbitragem nunca encontraram lugar neste espaço, pois não acho que o futebol deva sequer girar em torno das mesmas. No entanto, há sempre lugar para a discussão sobre uma perspectiva mais abrangente da arbitragem e seus meandros. Depois de ver a actuação de Bruno Paixão no passado sábado, continuo sem compreender os critérios (absolutamente insondáveis) que permitem não só que Paixão continue a apitar, como seja dos árbitros mais antigos de primeira categoria.

Se é verdade que jogadores e treinadores encontram não raramente nos juízes de campos as desculpas perfeitas para escamotear as suas responsabilidades, não é menos verdade que o mero nome do árbitro em questão é mais do que suficiente para pôr os cabelos em pé a muitos dos treinadores portugueses, graças ao seu desrespeito pelo espírito do jogo, à sua ineficácia técnica e disciplinar e à forma como não parece aprender, erro após erro após erro.

Wednesday, August 26, 2009

Coerência?


À medida que vamos tentando conhecer um pouco mais sobre a arbitragem nacional, é-nos sempre transmitida a ideia de que os árbitros fazem um óptimo trabalho, que o público, jogadores, treinadores e dirigentes têm uma visão enviesada (o que é verdade, regra geral) e que a formação de que são alvo tem por base uma enorme consistência.

Depois da jornada deste fim-de-semana, continuo a ter a mesma dúvida: por que motivo continuam os responsáveis da arbitragem à espera de uniformizar de uma vez por todas os critérios das marcações de grandes penalidades por mão na bola para que não voltem a repetir-se situações idênticas com decisões diametralmente opostas? Os principais beneficiados seriam os árbitros.

Tuesday, February 10, 2009

Uma questão de bom senso


Tenho algumas dificuldades em entender algumas coisas no futebol português, começando desde já pela arbitragem. Ao que parece, são os próprios árbitros e seus representantes que dão constantemente tiros nos pés, optando por sacrificar quem dá o corpo às balas, em nome das aparências, ao que parece.

Começando pelo início, como é bom de ver, a questão remete para a arbitragem de Pedro Proença no clássico que opôs FC Porto a Benfica. Na minha opinião, foi um óptimo derby, bem disputado, sem picardias nem violência de qualquer tipo, "rasgadinho" (como se costuma dizer), mas honesto. Proença contribuiu, e muito, a meu ver, para esse jogo, não entrando no modo Lucílio Baptista (apitando todos os contactos, para que não haja jogadas rápidas que possam comprometer seja o que for) e não abusando dos cartões, antes optando pela via pedagógica. Por outras palavras, permitiu que o jogo rolasse à sua velocidade normal, não precisou de distribuir sanções disciplinares para controlar o jogo (como tantos fazem), mas teve dois pequenos pecados - não marcou um penalty (real) sobre Lucho González e apontou para a marca dos onze metros castigando uma falta (fictícia) de Yebda sobre Lisandro.

Se houvesse um mínimo de honestidade, creio que não seria muito difícil ver quão difícil foi o trabalho do árbitro nesses dois lances, com particular incidência para o segundo, que é o verdadeiro tópico de discussão. Yebda foi o único jogador do Benfica convencido de que não era penalty. Os restantes jogadores viraram as costas num acto de conformidade, vendo-se inclusivamente Katsouranis a dar um raspanete ao seu companheiro pela (aparente) falta escusada.

Solução dos responsáveis máximos da arbitragem? Colocar Pedro Proença na jarra, como de costume. Há uma divisão clara entre erros de palmatória e erros que só são cometidos por quem tem de apitar naquele momento, sem recurso a mais nada. Seria de mais pedir a estes responsáveis que soubessem ver esta diferença? Seria de mais pedir-lhes para colocarem Proença a jogar na próxima jornada, fazendo passar aos clubes a mensagem de que os erros não são todos iguais e que uma boa arbitragem terá sempre erros? Não faz sentido mandar um jogador para o banco por falhar um golo de baliza aberta... Se eu fosse árbitro, já não o seria ou nunca o teria sido.

PS: Da mesma forma que há sumaríssimos, não seria possível castigar um jogador que arranca um penalty ou um cartão amarelo ao adversário por simulação? Se Lisandro fosse castigado, por exemplo, os avançados não pensariam duas vezes da próxima vez que se mergulhassem?

Tuesday, January 27, 2009

Um sonho

E se dirigentes, jogadores e treinadores que falassem dos árbitros antes ou depois dos jogos fossem castigados? Do que se falaria durante a semana...?

Tuesday, January 13, 2009

O silêncio após o ruído


Incomoda-me imenso que as pessoas apenas pareçam saber reclamar do azar e nunca reconheçam quando a sorte lhes toca com a mesma ênfase. Vem a isto a propósito (neste caso, embora destaque desde já que os restantes treinadores e dirigentes tendem a fazer o mesmo) do último Benfica-Braga, onde a exibição do árbitro foi tão má, que até foi possível ver um ou outro benfiquista mais ferrenho assumi-lo em praça pública. Não me interessa honestamente quem foi beneficiado ou prejudicado. Interessa-me, isso sim, que ainda há não muito tempo a arbitragem do Benfica-Nacional parecia um caso de polícia, ao passo que, agora, ninguém do clube da Luz vem referir as prementes reformas do sector da arbitragem que urge fazer, etc, etc. Infelizmente, quase todos os responsáveis do futebol acabam por fazer o mesmo. Felizmente, nem todos nós somos crédulos ao ponto de não ver nessas palavras e atitudes uma mera tentativa de esconder defeitos próprios.

Wednesday, December 10, 2008

O silêncio, finalmente

Foram necessárias onze longas jornadas para não ver as parangonas habituais nos jornais desportivos sobre a arbitragem. Será que se deve ao facto de os três grandes terem ganho na mesma jornada...? Ou terá a arbitragem portuguesa renascido das cinzas num ápice? Com sorte, Bruno Paixão nem terá apitado nenhum jogo e terá deixado incólume a paciência de adeptos e jogadores. Pena é que não seja sempre assim. Para a semana, alguém virá novamente defender o "ano zero" da arbitragem e do sistema. Pela minha parte, aposto no(s) grande(s) que não vencer(em).

Friday, August 29, 2008

Dos árbitros

Nem sempre temos tempo para fazer todas as coisas que queremos, felizmente. Só assim podemos conseguir saber o que realmente no move e atribuir diferentes prioridades ao que é mais importante para nós. Vem isto a propósito de não ter conseguido alinhar dois ou três pensamentos a propósito do sempre quente clássico que se avizinha, independentemente de se disputar à segunda jornada. Seja como for, Filipe Caetano, do MaisFutebol, redigiu algo que me passa muitas vezes pelo pensamento, sendo o máximo que se abordará a questão da arbitragem neste blogue. Em semana de Benfica-FC Porto, era bom que nos preocupássemos com o jogo.


Opinião: Os coitados dos juízes

[ 2008/08/28 00:46 ] Filipe Caetano

Futebolfilia

Vivemos tempos conturbados neste oásis. Os entendidos dizem que já não somos um país de brandos costumes e até o Presidente da República está preocupado com a onda de crimes que assola o país. Os criminosos estão mais activos, as forças da ordem não estão a conseguir acompanhá-los e os juízes não escapam às críticas, parecendo demasiadadamente preparados para assinar termos de identidade e residência.

Tudo isto é importante, mas se há algo que indigna realmente os portugueses é uma má arbitragem. Um penalty mal assinalado, um fora-de-jogo escandaloso, um jogador que já devia ter sido expulso na primeira parte. Bastou começar a Liga (e as provas europeias) para começarmos a ouvir a mesma lengalenga. Coitados dos juízess, aqueles que também conhecemos como árbitros.

Estamos em semana de clássico e é normal que todos falem nele. Para acabar com especulações, Vítor Pereira escolheu o melhor da época passada: Jorge Sousa. Num passado recente, seria um escândalo escolher alguém da AF Porto para arbitrar um Benfica-Porto. No máximo alguém de Setúbal ou de Leiria. Talvez por isso, muitas vezes surgiram problemas e polémicas. No fundo, não eram escolhidos os melhores. Talvez seja um sinal de maturidade. Assim o esperamos. Pelo menos até este sábado, enquanto não vier alguém protestar.

Jorge Sousa apenas tem de acreditar no seu trabalho e esperar que os seus auxiliares mantenham os níveis de competência. Para o juiz não profissional, que passa grande parte do dia a gerir madeiras em Paredes, a única meta possível é obter respeito entre os pares e, se possível, entre os adeptos menos viscerais. De nada lhe valerá o treino ao fim de cada dia, ou as horas de jogos acumuladas, se um artista se atirar para o chão no risco da área. Não há outro meio senão utilizar o par de olhos, um pouco de intuição e a ajuda de outros dois pares de olhos, que assistem a tudo, igualmente atentas, de outras partes do campo, com uma bandeirinha nas mãos.

Absurdamente, Jorge Sousa não vai poder contar com as mesmas tecnologias que auxiliam Carlos Ramos, o melhor árbitro de ténis do mundo. Que só por acaso (ou talvez não), também é português. Numa entrevista recente, Ramos confessou que preferia arbitrar em Wimbledon, mas não regateia uma boa final em Roland Garros ou na Austrália. Ele está lá, sentadinho, com o auxílio de mais dez juízes de linha e ainda a tecnologia "olho de falcão", que permite tirar as dúvidas das dúvidas, naquelas situações impossíveis para o olho humano. Em desportos mais evoluídos, como o ténis, o cricket, ou o futebol americano, já todos perceberam que as inovações ajudam a encontrar a verdade e nunca a desvirtuam.

Nos Jogos Olímpicos vimos Phelps conquistar uma das oito medalhas com o auxílio do photo-finish, no atletismo a mesma tecnologia é utilizada há décadas, mas no futebol, ahhh, aí não, porque se nos tirarem uma boa roubalheira a coisa nunca terá tanta piada. De que é que iríamos falar na mesa de café? Coitados dos juízes...